A avaliação que buscamos define-se como emancipatória e propõe-se qualificar os processos de construção do conhecimento na perspectiva da apropriação pelos sujeitos de suas condições de aprendizagem. A avaliação fundamenta-se na própria história dos sujeitos que ensinam e aprendem. Acompanha todo o processo de ensino-aprendizagem que acontece contextualizado nas experiências significativas dos sujeitos envolvidos. É dinâmica, contínua, permanente e democrática. A avaliação é acompanhamento para entender as diferentes caminhadas nos diferentes momentos do processo. É acompanhar e sentir reações, é estar juntos. Professor e educando apostando nas possibilidades de aprendizagem. É diálogo sobre o que se está a conhecer, é cultura de acompanhamento para identificar e trabalhar sobre o que se sabe, sobre o que não se sabe e sobre o que se busca saber. A partir dos processos avaliativos propõem-se intervenções pedagógicas desafiadoras para que todos os sujeitos envolvidos avancem em aprendizado.
A avaliação da aprendizagem centraliza o processo de construção do conhecimento, interando educando, professor, escola e comunidade, num contínuo repensar da ação pedagógica. Nesta perspectiva, o professor é o mediador do conhecimento e, assim o educando, está construindo e se reconstruindo na prática educativa.
Princípios da Avaliação Emancipatória
Propor a avaliação emancipatória requer avaliar a prática pedagógica escolar na sua complexidade.
Nesse contexto apresentamos princípios a serem observados no processo avaliativo.
Orientados, por estes princípios, o coletivo da escola aperfeiçoa as práticas avaliativas. Assim os Conselhos de Classe constituem-se o principal Fórum de avaliação com dinâmica planejada pela equipe pedagógica da escola. O projeto de educação/avaliação que nos propomos quer fazer avançar o modo de expressar os resultados da avaliação.
Os Conselhos de Classe constituem-se espaços de diálogo que os educandos e professores avaliam a prática educativa evidenciando aprendizagem, limites, possibilidades e necessidades. Também os conselhos de classe avaliam a vida na escola e como a organização escolar favorece ou não os processos educativos e as aprendizagens. O plano de trabalho do professor explicita os critérios e as formas de avaliação. Cada componente curricular oportuniza momentos especiais de sistematização da avaliação possibilitando o diagnóstico dos avanços, e dos obstáculos dos educandos nos processos de ensino aprendizagem.